
Quebras-te promessas, deixaste-me sozinha quando mais precisei de ti, não respondeste à minha chamada quando gritei por ti num dia chuvoso de Inverno. A tua falsidade parecia tão real que me envolveu de tal modo que agora já nada é nem poderá ser igual. Apanhaste o comboio e não esperaste pelo próximo para ires comigo.
Fazias-se sentir desejada, sentia que tinha alguém à minha espera no fim de um dia tenebroso. Prometias nunca me deixar e deixaste, prometias estar sempre a meu lado e de lá saíste, prometias fazer-me sorrir e só me fazes sentir pena de mim mesma. Fazias-me adorar-te de uma forma tão profunda que era quase impossível esquecer. Mudaste, já nada voltará porque o presente é um passado incontornável. Apoiavas as minhas decisões, entusiasmavas-te com a minha felicidade, choravas com os meus medos.
E agora? Melhor amigo? Pelos vistos nem melhor amigo, nem amigo! Olho para ti como um completo desconhecido, alguém por quem passarei na rua sem um olá ou adeus. Pessoa essa da qual tenho conhecimento do nome, da idade, da localização e pouco mais. Posso afirmar com todas as certezas não ter nenhum melhor amigo com esse nome que não pretendo pronunciar, apenas um conhecido que desconheço.
Augusto Branco
Nenhum comentário:
Postar um comentário